Desemprego histórico em França

Os organismos oficiais franceses classificaram o ano de 2009 como o pior desde a II Guerra Mundial em termos de destruição absoluta de postos de trabalho, ultrapassando os recordes atingindo em 1976 na sequência da chamada «crise do petróleo».

O balanço, publicado dia 5, registou a perda de 256 100 empregos, ou seja, uma redução de 1,5 por cento do universo de assalariados em apenas 12 meses.

«Um tal ritmo de destruição líquida de postos de trabalho nunca foi observado desde o pós-guerra», afirma o documento do «Pólo de Emprego», apontando a indústria em geral, como o sector mais atingido, tendo perdido 168 200 postos de trabalho (5,2% do total), depois de já ter sofrido uma redução de 2,5 por cento em 2008. Note-se que este sector é responsável por 19 por cento do emprego total.

Seguem-se a construção civil, que emprega 9,1 dos assalariados, com 43 800 postos de trabalho destruídos (2,9%), e o terciário, que emprega 72 por cento dos assalariados e que no ano passado eliminou 44 200 empregos (0,4%), essencialmente nos ramos do comércio e reparação de veículos automóveis.

O balanço indica ainda que existiam em França, nos sectores concorrenciais, cerca de 16,3 milhões (16 287 700) de trabalhadores distribuídos por 1,6 milhões de (1 602 990) entidades inscritas nos organismos de protecção no desemprego.



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