Na Soflusa
e na Transtejo
a supressão diária
de carreiras
passou a ser regra
Mobilidade tem de ter mais do que uma semana

TRANSPORTES Na Semana da Mobilidade, a federação sindical do sector dos transportes da CGTP-IN denuncia a degradação do serviço prestado na generalidade dos operadores e exige medidas de fundo.

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Numa nota publicada no dia 17 no seu sítio da Internet, a Fectrans traça o panorama de um sector que, defende, deverá passar a estar sob controlo público de modo a que efectivamente seja um «instrumento ao serviço do desenvolvimento do País». Não é, porém, o que actualmente sucede, garante a estrutura sindical.
No transporte fluvial entre as duas margens do Tejo, realça, «apesar do anúncio de 10 milhões para a recuperação da frota, os níveis de imobilização mantêm-se e a supressão diária de carreiras passou a ser a regra». Na Soflusa, aliás, foram mesmo suprimidas em definitivo cinco carreiras. A Coordenadora Concelhia do Barreiro da CDU, em nota publicada no dia 15, condenou a medida e exigiu medidas efectivas de recuperação da frota, a admissão dos trabalhadores necessários e todas as iniciativas necessárias para garantir um «transporte fluvial de qualidade, rápido, seguro e com preços acessíveis».
Para dia 25 está marcado um plenário de trabalhadores da empresa e na terça-feira, 19, sindicatos, comissões de utentes e autarquias anunciaram que vão pedir ao Governo uma reunião de emergência para discutir as supressões de carreiras na Transtejo e na Soflusa.
Quanto ao transporte ferroviário, a Fectrans denuncia a falta de um plano de aquisição de novo material circulante e recuperação de infra-estruturas e o facto de os atrasos e irregularidades do serviço terem passado a ser o normal. Caricaturando, a federação sindical assume que o serviço actualmente pode ser caracterizado como «faz-se de vez em quando». Também no Metropolitano de Lisboa, acrescenta a federação, «a regra continua a ser o “pedimos desculpa”, porque as avarias e incidentes são muitos».

Mudar de rumo

Fectrans sublinha ainda o facto de a falta de resposta das empresas do sector empresarial do Estado fazer com que, também no privado, o serviço prestado aos utentes seja de «muito má qualidade e com horários que transformam algumas localidades, mesmo à volta das grandes cidades, em “campos de concentração forçados”, de onde não se pode sair».
A federação sindical propõe, assim, uma «verdadeira política de mobilidade, que aposte no transporte público seguro, regular e fiável, de qualidade e com preços que o tornem acessível a todos os portugueses». Quanto aos horários, terão que ser complementares entre os vários modos de transporte e operadores, de modo a existir um «verdadeiro sistema de transportes públicos e não uma dispersão de empresas, como hoje acontece». A mobilidade, garante, «precisa de mais do que uma semana».



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