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Metro do Porto
Evitar «erro histórico»
O Sector Ferroviário do Porto do PCP, tal como declarou já em 1997, desaprova a integração da linha ferroviária Porto-Póvoa no metro, ou seja, numa malha urbana de transportes. Essa postura foi então considerada «romântica» e/ou «ultrapassada» mas hoje são os próprios utentes a admitir terem «comprado gato por lebre» e a reconhecer a justeza da posição dos trabalhadores e comunistas do sector que, para além das suas «preocupações profissionais», pretendem projectar também a voz das populações.
Era, na altura, entendimento dos trabalhadores e das suas ORTs que para a Linha Porto-Póvoa o objectivo era encurtar o tempo de viagem (levava-se 55 minutos para percorrer 40 km), duplicar e electrificar a linha.
Face, porém, à insistência naquilo que os comunistas consideram
um «erro histórico» - a integração de uma linha
suburbana de transporte ferroviário no metro - o PCP veio a público
defender o que considera correcto. Ou seja, a manutenção da linha
Póvoa-Porto como linha da CP, transporte suburbano ferroviário,
até à estação da Senhora da Hora e o eixo Senhora
da Hora-Trofa, concretizando-se a duplicação e electrificação
da via; a integração (no respeito dos dinheiros do erário
público já gastos) do percurso Senhora da Hora-Trindade na rede
do Metro do Porto, cuja manutenção e reparação deverá
ser da responsabilidade da EMEF/Grupo CP; e a garantia do respeito pelos direitos
dos trabalhadores afectados por estas alterações.![]()
«Avante!» Nº 1433 - 17.Maio.2001