Partida de Matraquilhos
Irrecusável convite

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Espaço sempre muito concorrido voltou a ser o dos matraquilhos. Fosse qual fosse a hora, fácil era observar as mesas ocupadas por gente de todas as idades. Os mais novos, alguns deles vivendo a experiência pela primeira vez, partilhando-a com pais ou avós, como o repórter pôde constatar. Também por aqui era visível a vontade aguerrida de vencer, como evidente era o prazer de partilhar um bom momento de convívio. Este é, afinal, um jogo a que todos podem aceder – basta uma moeda de 50 cêntimos para o praticar – e que também não escolhe género. A única condição é gostar-se, tomar-lhe o gosto. Gosta-se, e pronto. Que o diga Sónia Oliveira, 28 anos, designer gráfico, de Fernão Ferro (Seixal).

Vice-campeâ nacional feminino em 2009, soma a este título o de campeã distrital feminino 2009 e misto 2010, tendo integrado a equipa que participou no Mundial realizado este ano em Nantes, França.

Embora só há dois anos entre em campeonatos, a sua paixão pelos matraquilhos, essa, vem de longe, desde «muito pequena», revelou ao Avante!. «Sempre gostei», confessa, garantindo que este «não é um desporto de homens», ao contrário do que alguns julgam. E acha mesmo que não há mais mulheres a praticar, «não porque lhes falte o gosto pela modalidade, mas pela vida que não está fácil».

Mesmo assim, adianta, tem vindo a alargar-se entre as mulheres o interesse pelos matraquilhos, ideia corroborada por José Duarte, presidente da Associação de Matraquilhos do Distrito de Setúbal (AMDS), que nos revelou estar a assistir-se a um crescimento do número de praticantes e a um processo de «expansão» da estrutura que dirige, como comprova a criação recente de uma nova divisão.



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