«Portugal pode e deve vencer apoiando a candidatura de João Ferreira»
A candidatura que os portugueses encontram todos os dias ao seu lado

ALARGAR No dia 10, no Coliseu da cidade do Porto, também Jerónimo de Sousa, Heloísa Apolónia, Ilda Figueiredo e Manuel Loff intervieram no vibrante comício da candidatura de João Ferreira, apresentado por José António Pinto (Chalana).

Para além das palavras de João Ferreira, que apresentou justas razões para o voto na sua candidatura (ver página 5), também Jerónimo de Sousa acrescentou motivos que justifiquem uma forte votação naqueles que mais combativa e coerentemente defendem o projecto inscrito na Constituição da República.

«Estamos numa fase em que é imperioso convocar todas as nossas energias, todas as nossas capacidade e toda a nossa disponibilidade e determinação para ampliar a corrente de simpatia e apoio à candidatura de João Ferreira», começou por referir o Secretário-geral do PCP, acrescentando: «Precisamos de dar tudo e com toda a nossa determinação para concretizar o nosso grande objectivo: garantir uma grande votação na candidatura de João Ferreira.»

Se é certo que, «por todo o País, a campanha de João Ferreira tem vindo a avançar e a recolher um alargado apoio popular», ela pode ir «muito longe, com o esforço empenhado de todos os seus apoiantes, de todos aqueles que se reveem nesta candidatura e a transformaram num grande espaço de unidade e convergência», realçou ainda Jerónimo de Sousa.

Candidatura ímpar

Há muito que os comunistas afirmam que as eleições para Presidente da República, seja pelo papel que este desempenha e pelas funções que lhe estão cometidas seja pelo enquadramento nacional e internacional em que as eleições se inserem, são da maior importância. É também por isso que, para Jerónimo de Sousa, o Presidente da República não pode ser «uma jarra para enfeitar o ordenamento jurídico português». «Os poderes de que dispõe, se usados na boa direcção, permitiriam, pela sua influência, assegurar políticas de defesa desse outro rumo ao serviço do povo e do País», garantiu.

Para o Secretário-geral do PCP, nenhuma outra candidatura se apresenta perante os trabalhadores e o povo com um «genuíno projecto político capaz de lançar a patriótica tarefa de contribuir para construir um Portugal com futuro». Um Portugal que precisa de soluções para garantir o pleno emprego, promover o desenvolvimento das forças produtivas e a produção nacional e reduzir as acentuadas desigualdades sociais.

A candidatura de João Ferreira é a única «que os portugueses podem encontrar do lado dos trabalhadores, dos intelectuais e quadros técnicos, dos reformados, dos jovens, dos micro, pequenos e médios empresários, dos agricultores, sem artifícios nem duplicidades, é a candidatura de João Ferreira», terminou Jerónimo de Sousa.

A Constituição como programa

Já antes da intervenção do Secretário-geral, outros oradores haviam passado pela tribuna do Coliseu. O primeiro foi José António Pinto, também conhecido por Chalana, que apresentou o comício nas funções de mandatário distrital da candidatura. Depois de dar as boas-vindas a todos os que ali compareceram, afirmou que aquele comício era prova de que a candidatura de João Ferreira «não abdica do exercício dos direitos políticos, do contacto com as populações, da afirmação da Constituição da República Portuguesa e dos valores de Abril».

Para o mandatário distrital, aquele comício confirma tudo aquilo que os apoiantes de João Ferreira têm vindo a constatar ao longo dos últimos meses: «é possível termos esperança e confiança no futuro da vida do País.»

Em seguida, subiu ao palanque Ilda Figueiredo, vereadora na Câmara Municipal do Porto, membro do Comité Central do PCP e antiga deputada no Parlamento Europeu, função desempenhada hoje pelo candidato: «Esta é uma candidatura que defende e proclama os direitos que a Constituição da República Portuguesa consagra», afirmou, voltando a sua atenção para a o direito à habitação. A candidatura assumida por João Ferreira, garante, é aquela «que se dispõe a lutar pela concretização do direito à habitação para todos, exigência fundamental neste Porto onde a especulação imobiliária e a legislação anti-social empurraram para as periferias uma parte significativa dos moradores do centro histórico, reconhecido pelo UNESCO como património da humanidade».

Manuel Loff, historiador, investigador, professor na Universidade do Porto e apoiante da candidatura de João Ferreira também usou da palavra. «Quando se enfrenta uma pandemia, as pessoas não são o inimigo. O inimigo é a pandemia e o instrumento para a combater é mais saúde, a prioridade absoluta aos direitos de todos, de quem vive apenas do seu trabalho e da sua reforma», afirmou. «Num País em emergência é urgente, mais do que nunca, termos em quem confiar à frente do Estado», disse o historiador, sem deixar de apontar a necessidade de um presidente que exija o reconhecimento dos direitos individuais e colectivos de todos, que faça por assegurar a saúde e a educação.

«Enorme consciência social»

A mandatária nacional, Heloísa Apolónia, valorizou uma «característica fundamental» de João Ferreira, a sua «enorme consciência social». Trata-se de uma característica que, para a mandatária, é fundamental para o Presidente da República em qualquer momento, mas que assume um valor acrescido na actual situação pandémica.

«O actual Presidente da República, face a esta situação [a pandemia], veio alegar a todos que estamos todos no mesmo barco», disse a dirigente do PEV. «Não estamos todos no mesmo barco. A situação é diferente para muitas pessoas porque aqueles que são mais frágeis são aqueles que mais sofrem, na lógica do desemprego, dos baixos salários e da precariedade», acrescentou.

Voltando a sua atenção para aquele que tem sido um dos principais desígnios da candidatura, a defesa e cumprimento da Lei Fundamental, Heloísa Apolónia afirmou que a Constituição da República Portuguesa «não é uma tela para estar exposta algures para fazer bonito», acrescentando que ela «agrega valores determinantes para dar dignidade às pessoas e ao País», para «prosseguir um desenvolvimento sustentável» e para alcançar «o progresso de que tanto precisa o País».



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