Greves na Preh, Airbus e Cabelte por mais salários e condições

Os trabalhadores da Preh, da Cabelte e da Airbus têm, nas últimas semanas, convocado greves em luta por melhores salários e condições laborais, contra o que classificam ser a intransigência patronal.

«[Preh] sempre teve o condão da exploração dos trabalhadores»


No dia 6, na Preh, Trofa, foram mais de cem os trabalhadores concentrados à porta das instalações da empresa, na mesma data em que ocorreram greves de duas horas por turno. Em concreto, estes trabalhadores lutam por aumentos salariais dignos e justos, pela efectiva negociação do seu caderno reivindicativo, e contra a precariedade, o trabalho aos sábados e o banco de horas.

Presente na concentração, o Secretário-Geral da CGTP-IN criticou «as políticas que têm sido seguidas» por sucessivos governos. «Os salários são baixos, a vida cada vez mais desregulada e o custo de vida aumenta cada vez mais», sublinhou.

Tiago Oliveira alertou para o que anteviu virem a ser momentos de «muitas incertezas e dificuldades» com o novo Governo, frisando que «aquilo que espera os trabalhadores e o País» é a continuidade de uma política que continuará a «corresponder aos interesses das empresas, do capital, e nunca aos interesses dos trabalhadores».

O dirigente sindical denunciou, ainda, os discursos dominantes – ao serviço do grande capital – que, na disputa por mais direitos e condições de trabalho, coloca o ónus do lado dos trabalhadores.

«Quando o trabalhador luta e reivindica melhores salários, [dizem que] primeiro temos que responder e aumentar a produtividade. Quando o trabalhador reivindica um vínculo estável, [dizem que] primeiro temos que responder às necessidades das empresas e da economia», asseverou.

Também presente na concentração, Miguel Ângelo, coordenador do SITE-Norte (que convocou a greve), em declarações à imprensa, assinalou que «esta empresa sempre teve o condão da exploração dos trabalhadores, com a prática de baixos salários, uso e abuso do banco de horas» e a obrigação de os trabalhadores, «de quinze em quinze dias, terem de vir dar cinco horas ao sábado».

Contra a intransigência patronal

Na Airbus Atlantic, na zona industrial da Ermida, Santo Tirso, os trabalhadores estiveram em greve nos dias 13 (greves parciais de quatro horas por turno) e no dia 14 (greve, todo o dia, ao trabalho extraordinário).

Tal como consta no pré-aviso de greve emitido pelo SITE-Norte, estes trabalhadores estão em luta por aumentos salariais dignos e justos para todos, e pelo fim da intransigência da empresa e o início de uma efectiva negociação do caderno reivindicativo.

A luta na Airbus contou com a presença de Rogério Silva, membro da Comissão Executiva da CGTP-IN e coordenador da FIEQUIMETAL.

Já na Cabelte, os trabalhadores das instalações da empresa em Arcozelo (Vila Nova de Gaia) e Ribeirão (Vila Nova de Famalicão) estarão em greve entre hoje, 18, e o dia 29, com um período de greves parciais em diversos turnos ao longo de cada dia.

Os trabalhadores da empresa, sublinha-se no pré-aviso, estão em luta por melhores salários, pela quinta diuturnidade (prémio de antiguidade na categoria) e pela fixação das 20h00 como a hora inicial do período considerado para o trabalho nocturno.

 



Mais artigos de: Trabalhadores

Plenário nacional do STAL prepara protesto de dia 27

A Voz do Operário acolheu, no dia 11, o plenário nacional do STAL – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins. Cerca de meio milhar de delegados, activistas e dirigentes, de todo o País, prepararam o protesto marcado para o...

Frente Comum exige valorização

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública entregou ao novo Governo, no dia 9, a Proposta Reivindicativa Comum para 2025 que apresentara ao executivo anterior e que mantém «plena actualidade». Para ontem estava marcada uma cimeira da Frente Comum.

Trabalhadores da Nobre Alimentação em luta

Foram mais de quinhentos trabalhadores que, no dia 29 de Maio, estiveram reunidos de madrugada até à tarde para discutir a situação na Nobre tendo chegado à decisão unânime de continuar a luta face à recusa da administração em negociar o caderno reivindicativo entregue já no início do ano passado. A Luta...

Só com melhor Estatuto se atrai mais professores

A FENPROF quer reunir com o Governo e os grupos parlamentares para debater um «conjunto vasto de problemas que são sérios, que afectam a Educação e a Ciência e que devem ser resolvidos urgentemente».

Carris em jornada de luta

Após a administração da Carris protelar a marcação da segunda reunião de um grupo de trabalho para a discussão da redução do horário laboral para as 35 horas, o STRUP, de acordo com a vontade expressa dos trabalhadores, convocou uma jornada de luta para os dias 2 a 6. Nestas datas, informou, os trabalhadores cumpriram...