Provocações turcas em Chipre
Desde Fevereiro que são frequentes as incursões de forças militarizadas turcas em zonas sob controlo das Nações Unidas, nomeadamente no planalto de Pyla, o que fez elevar a tensão entre estas forças de ocupação e as tropas da ONU estacionadas ao longo da linha verde.
De acordo com um relatório do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, as autoridades turcas têm feito acompanhar estas acções no terreno de uma retórica mais agressiva, pondo até em causa que o planalto de Pyla seja uma zona controlada pelas Nações Unidas. A missão da ONU no país considera que estas acções das forças de ocupação turcas visam «controlar a área, regular o acesso e, em última instância, consolidar a sua presença».
O AKEL reagiu no dia 16 através de um comunicado em que condena as acções das forças de ocupação turcas e apela «à desescalada e ao pleno respeito pelo estatuto da área e pela missão da Força de Manutenção da Paz das Nações Unidas no Chipre». Para o AKEL, «certos círculos nos territórios ocupados procuram, através de tais acções provocatórias, criar um ciclo vicioso de tensão e desconfiança entre as duas comunidades [cipriota-grega e cipriota-turca], particularmente numa altura em que os esforços para retomar o processo de negociação [visando a reunificação] se intensificam».
Se a permanência da ocupação e do separatismo e a ausência de um verdadeiro processo negocial criam terreno fértil para a insegurança, o AKEL insiste que só há «uma solução para o problema cipriota, baseada em acordos e dentro do quadro acordado – uma solução que liberte e reunifique a nossa pátria». Só assim, garante, se poderá garantir «um futuro de paz e segurança para todo o Chipre e para todos os cipriotas».




