A persistência da fome no mundo

Peritos estimam que 7,8 por cento da população mundial, cerca de 645 milhões de pessoas, foram afectadas pela fome em 2025. Um recuo ligeiro e insuficiente face ao ano anterior, persistindo disparidades regionais na redução do flagelo.

Cerca de 645 milhões de pessoas foram afectadas pela fome em 2025

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) informou que os níveis de fome no mundo diminuíram, mas mantêm-se ainda distantes dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030.

Na edição de 2026 do relatório sobre «O estado da segurança alimentar e a nutrição no mundo», elaborado em conjunto com outros quatro organismos especializados da ONU, assinala-se que pelo terceiro ano regista-se uma redução desse flagelo, mas persistem preocupantes disparidades regionais.

Na preparação do documento participaram, além da FAO, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os peritos estimam que 7,8 por cento da população mundial, cerca de 645 milhões de pessoas, foram afectadas pela fome em 2025, um recuo face aos 8,1 pontos percentuais do ano anterior, quando este problema atingiu 659 milhões de pessoas. Em 2022, a percentagem era de 8,6 pontos, com 688 milhões de seres humanos a sofrer de fome.

Apesar do ligeiro progresso global, a melhoria é desigual por regiões, pois enquanto a América Latina e as Caraíbas, juntamente com a Ásia, registaram avanços constantes nos últimos anos, em África à volta de 309 milhões de pessoas sofrem de fome.

Embora no continente africano a percentagem da população afectada tenha sido de 20 por cento em 2025, uma diminuição de 0,3 por cento em relação ao ano anterior, o número de pessoas com fome é maior devido ao rápido crescimento demográfico.

 



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