Professores em vigília

A Federação Nacional dos Professores convocou uma vigília de «24 horas contra a precariedade e o desemprego», diante do Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, a partir de amanhã, às 15 horas.

Num comunicado de dia 16, a Fenprof salienta que esta é uma resposta à forma como «os professores têm sido particularmente atingidos pelas chagas sociais da precariedade e do desemprego».

Lembrando que os «horários zero» afectam cerca de dois mil professores, a Fenprof calcula que em Outubro já seriam mais de 12 mil os novos docentes desempregados». Como agravante, o Ministério da Educação e Ciência «recusou pagar-lhes a compensação por caducidade legalmente estabelecida».

Aos docentes nesta situação, a Fenprof divulgou uma minuta para requererem o pagamento daquela compensação. O prazo para a apresentação dos requerimentos a dirigir ao ministro da Educação para garantir a extensão dos efeitos das sentenças alargou-se para 13 de Fevereiro do próximo ano, depois de cinco delas terem obtido provimento em tribunais. No dia 16, havia já oito minutas aceites.

Os mega-agrupamentos escolares, a extinção de projectos e de cursos educativos, «os fortíssimos cortes na ciência», a revisão da estrutura curricular nos ensinos Básico e Secundário, a extinção de escolas e a reorganização do Ensino Superior «resultarão em fortíssimas reduções de pessoal docente», avisou a federação.



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