O Estado rouba
aos trabalhadores
e ajuda
os grandes grupos económicos
Em oficinas, estações, portos e aeroportos
Lutas justas nos transportes

O protesto dos ferroviários, anteontem à tarde, voltou a chamar a atenção para os verdadeiros problemas que afectam o sector de transportes e para a importância de manter e intensificar a luta contra o roubo de salários, pensões e direitos e pela defesa do serviço público, contra as privatizações.

Nas estações de Campanhã, Santa Apolónia, Alfarelos e Faro, por iniciativa do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, da Comissão de Reformados e das comissões de trabalhadores das principais empresas, ocorreram na terça-feira concentrações de protesto.
Foi aprovada uma resolução comum, apelando a todos os ferroviários no activo e na reforma, bem como às organizações representativas, para que unam esforços no prosseguimento desta luta. As estruturas promotoras desta jornada ficaram mandatadas para convocarem um encontro nacional de representantes, a realizar no dia 18 de Fevereiro, com vista a discutir as acções de luta a desenvolver no futuro próximo.
 

Estado ajuda...

O corte dos salários e o roubo dos direitos, perpetrados pelo Governo e pela maioria parlamentar que o suporta, mereceram, mais uma vez, total repúdio dos ferroviários. Na resolução aponta-se o contraste entre a política que pretende empobrecer quem trabalha e criar relações de trabalho sem direitos, e, por outro lado, o anúncio do Governo sobre a aprovação de mais um vasto conjunto de parcerias público-privadas. Estas vêm dar seguimento à fragmentação e destruição do sector ferroviário nacional, com o Estado a criar oportunidades de negócio para os grupos económicos do costume, à custa das populações, dos ferroviários e da economia nacional.
«Lutaremos contra a privatização da EMEF e da CP Carga, e denunciamos que os investimentos públicos que foram negados ao sector público já apareçam agora para a sua concessão/privatização», afirma-se no documento, que conclui declarando «todo o empenho na defesa de um sector ferroviário público, assente em empresas públicas fortes e com os meios técnicos, humanos e financeiros, para prestarem um serviço ferroviário de qualidade».
Em Lisboa, depois da reunião à entrada de Santa Apolónia, muitos dos participantes levaram o protesto para o interior da estação e ocuparam simbolicamente, por alguns minutos, duas das linhas, retardando a saída de comboios intercidades.
A Fectrans/CGTP-IN, ao divulgar a resolução, deu conta de que «de uma forma despropositada e após se terem notado provocadores infiltrados, a Polícia, sem qualquer aviso prévio ou tentativa de negociação, interveio de forma musculada para desimpedir a linha, o que criou momentos de tensão desnecessários». A federação, no entanto, deixou claro que «não identificamos na Polícia os inimigos e responsáveis pela situação difícil que os trabalhadores atravessam», pois «os responsáveis são os mesmos que cortam o salário aos polícias que hoje empurraram os ferroviários»: o Governo e a política de direita.

No mesmo dia, a Câmara Municipal do Entroncamento, por iniciativa do ferroviário David Ribeiro, vereador eleito pela CDU, aprovou, por unanimidade, uma saudação à luta dos trabalhadores e reformados da CP, CP Carga, EMEF e Refer.

 

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