Eleições na Hungria

Na Hungria, os resultados das eleições legislativas do dia 12 deram uma ampla maioria parlamentar ao Tisza, partido que não tinha qualquer eleito no parlamento húngaro e nem havia participado nas últimas eleições legislativas. O seu líder, Péter Magyar (que até há poucos anos integrava o Fidesz, de Viktor Orbán), será o próximo primeiro-ministro, para um mandato de quatro anos. Substituirá no cargo Viktor Orbán, que chefiou o governo nos últimos 14 anos.

A União Europeia saudou a vitória de Péter Magyar e espera agora avançar com as medidas de prolongamento da guerra no Leste da Europa, que a Hungria vinha obstaculizando, como resposta ao bloqueio imposto pela Ucrânia no acesso da Hungria à energia russa. Responsáveis da UE indicaram que, caso Orbán vencesse, a Hungria poderia não receber os fundos comunitários bloqueados e, eventualmente, perder o direito de voto no âmbito do Conselho da UE.

Num comunicado de terça-feira, 14, o PCP salienta que no parlamento húngaro apenas estarão representadas forças de direita e extrema-direita, «o que deixa antever o prosseguimento de uma política contrária aos interesses dos trabalhadores e do povo húngaro». A vitória do Tisza representará, «apesar de diferenças, o prosseguimento e aprofundamento de aspectos essenciais da política do Fidesz ao serviço do grande capital, incluindo aqueles que estão alinhados com as políticas neoliberais e militaristas da União Europeia». Entre as medidas que estão programadas, contam-se a gradual eliminação dos preços regulados da electricidade e do gás para as famílias; a imposição aos novos trabalhadores dos fundos de pensões privados; privatizações; a aplicação dos critérios do Pacto de Estabilidade; ou o aumento das despesas militares no âmbito da NATO e um maior alinhamento com a política da UE de prolongamento da guerra na Ucrânia.

O PCP saúda e expressa a solidariedade aos comunistas e outros democratas e patriotas húngaros que persistem na defesa dos direitos, interesses e aspirações dos trabalhadores e povo húngaro, da paz e do progresso social.

 



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