Cuba acolhe em Agosto o 24.º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários
O 24.º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários (EIPCO) terá lugar em Havana, Cuba, nos dias 8 e 9 de Agosto, sob o lema “Defendendo e honrando o legado da Revolução cubana no centenário de Fidel, aprofundando a nossa solidariedade com Cuba socialista; fortalecendo as nossas acções conjuntas e unindo as nossas forças pela paz e contra as agressões imperialistas”.
Esta foi uma das decisões adoptadas pelo Grupo de Trabalho do EIPCO, realizado no domingo, 19, em Istambul, na Turquia, acolhido pelo Partido Comunista da Turquia e que contou com a participação de 23 partidos comunistas e operários. O Partido Comunista de Cuba, que acolherá o 24.º EIPCO, convidou igualmente os partidos que o integram a participarem nos eventos comemorativos do 100.º aniversário do nascimento de Fidel Castro, que terão lugar em Agosto, entre os quais o Colóquio Internacional «Fidel: Legado e Futuro», de 10 a 13 deste mês.
O PCP participou na reunião de Istambul, representado por Pedro Guerreiro, membro do Secretariado do Comité Central e responsável pela Secção Internacional.
O Grupo de Trabalho do EIPCO adoptou uma declaração conjunta de solidariedade com Cuba e uma resolução de solidariedade com os povos do Irão, Líbano e Palestina, contra as agressões dos EUA e Israel.
Na primeira, condena-se a agressão dos EUA contra Cuba e denuncia-se que esta vai para além de um bloqueio que viola o direito internacional, constituindo mesmo uma «política de aniquilação total, que inclui ameaças militares directas após inúmeros actos terroristas e centenas de planos de assassinato». No segundo documento, refere-se que a agressão militar dos EUA e Israel contra o Irão, iniciada a 28 de Fevereiro, empurrou mais uma vez o Médio Oriente para uma perigosa espiral de conflitos militares, custando milhares de vidas e a extensa destruição das infra-estruturas, para além de provocar uma crise económica internacional, que prejudicará sobretudo os mais pobres do mundo, enquanto os grandes monopólios petrolíferos e os complexos militar-industriais lucram enormemente.




