Crimes de Israel não podem ficar impunes

As agressões de Israel contra activistas da acção humanitária com destino à Faixa de Gaza foram condenadas por várias organizações, incluindo o PCP, que reafirmou a sua solidariedade com a luta do povo palestiniano.

É preciso pôr fim ao genocídio e à ocupação da Palestina por Israel

O PCP condenou «veementemente» o apresamento, por forças militares israelitas, das embarcações das flotilhas internacionais de solidariedade com a Palestina, verificadas em águas internacionais, bem como a detenção dos seus tripulantes e activistas, entre os quais cidadãos portugueses, que foram sujeitos a agressões, maus tratos e tratamento degradante pelas forças de segurança e responsáveis políticos israelitas.

Para os comunistas, tais actos constituem uma «intolerável agressão» contra activistas que participavam numa acção humanitária de solidariedade com o povo palestiniano e contra o ilegal e criminoso bloqueio que Israel mantém sobre a Faixa de Gaza, e configuram «acrescidas e evidentes provocações e violações do direito internacional por parte de Israel».

Num comunicado de imprensa divulgado no dia 21, o PCP afirma que a «reiterada e criminosa» actuação de Israel contra cidadãos de vários países que afirmam a sua solidariedade com o povo palestiniano é mais uma «faceta da política criminosa de ocupação, colonização, bloqueio, violência e genocídio contra o povo palestiniano», e é inseparável da crescente repressão, desde logo em Israel mas também noutros países, contra cidadãos e organizações que se opõem e lutam contra tal política de Israel, que conta com o apoio e a cumplicidade dos EUA e da União Europeia e da decorrente impunidade com que Israel prossegue os diversos crimes e agressões na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, no Líbano, na Síria e contra o Irão.

Governo cúmplice do regime de Israel
Exigindo que o Governo português ponha fim à sua cumplicidade com o regime de Israel e que adopte uma intervenção firme contra as reiteradas violações do direito internacional e dos direitos do povo palestiniano, o PCP sublinha que os recentes acontecimentos «não podem ter como única consequência a obrigatória nota de protesto junto do Governo israelita».

Reafirmando a sua «solidariedade com a luta do povo palestiniano», o PCP exige o fim da cumplicidade e da cooperação política, económica e militar da União Europeia com o regime sionista de Israel, desde logo, através da suspensão total e imediata do acordo de cooperação da União Europeia com Israel; do fim da cooperação bilateral entre o Estado português e o Estado de Israel em todas as áreas que configurem apoio directo ou indirecto à ocupação e ao genocídio em curso contra o povo palestiniano; o imediato levantamento do bloqueio genocida imposto à Faixa de Gaza; a libertação dos milhares de presos políticos palestinianos detidos nas prisões israelitas; o fim da política de Israel de ocupação e de colonização, e o respeito pelos direitos nacionais do povo palestiniano, incluindo a concretização do Estado da Palestina independente e soberano, com as fronteiras de Junho de 1967 e capital em Jerusalém Oriental, assim como o direito de retorno dos refugiados palestinianos, conforme determinam há décadas as pertinentes resoluções da ONU.

 

Falsificar a realidade na Faixa de Gaza

A Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) condenou um relatório da chamada “Junta de Paz”, considerando que o texto reflecte uma clara parcialidade a favor da narrativa israelita e norte-americana. Enquanto a ocupação continua a «violar os acordos com assassinatos diários e bombardeamentos contínuos, que custam a vida de centenas de pessoas inocentes na Faixa de Gaza, o relatório oculta deliberadamente a identidade do agressor», denuncia a organização palestiniana.

A FPLP denuncia a «flagrante falsificação da realidade» na Faixa de Gaza, que vive uma profunda crise humanitária depois de mais de dois anos de genocídio. Destaca que o relatório promove uma imagem enganadora de condições de vida estáveis e ignora a política sistemática de fome, o asfixiante bloqueio e as limitações impostas por Israel à entrada de alimentos, medicamentos, combustível e outros produtos vitais.

 



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