A gestão PS em Odivelas só beneficiou os grandes negócios
Entusiasmante comício em Odivelas
O voto da verdade

Com a CDU, o processo de privatização da água em curso no concelho de Odivelas será revertido, reafirmou-se anteontem no comício que encheu o Pavilhão Polivalente. 

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Este foi um dos compromissos assumidos pela candidatura da Coligação ao longo da campanha eleitoral (e mesmo antes dela, na acção quotidiana), de clara oposição à privatização decidida pela maioria PS/Susana Amador que, com o apoio do PSD, entregou a gestão da distribuição da água aos privados até 2042. Esta decisão, denunciou a primeira candidata da CDU à Câmara Municipal, Fernanda Mateus, irá não só aumentar o preço da água à população como pôr em risco 400 postos de trabalho nos SMAS. Também as Parceria Público-Privado que proliferam no concelho são para rever, garantiu a candidata.

Depois de apresentar os principais compromissos eleitorais para o concelho, Fernanda Mateus garantiu que, com a CDU à frente dos destinos do município, as promessas são para cumprir – o que, em Odivelas, representaria por si só uma mudança profunda. Ao longo dos anos de gestão PS, denunciou a candidata da CDU, as promessas eleitorais – algumas sonantes – têm ficado na gaveta: o pólo universitário e a incubadora de empresas de Famões, apresentada com pompa e circunstância e que até tiveram direito a maquetas, não passaram disto mesmo; os diversos equipamentos prometidos não só não foram construídos como outros encerraram sem que a autarquia fizesse o mínimo gesto para o impedir; o prometido realojamento das populações residentes em bairros degradados não se efectivou.

Face a esta realidade, Fernanda Mateus lembrou que a política desastrosa do PS em Odivelas – que só favoreceu os negócios e as PPP – só foi possível porque, nas questões essenciais, lá esteve o PSD a secundar as opções da presidente da autarquia, Susana Amador (novamente candidata pelo PS).

Força de esperança

Jerónimo de Sousa, que encerrou o comício, reafirmou ser a CDU a força da verdade, ao cumprir os seus compromissos. Aliás, lembrou, os que dizem que «os partidos são todos iguais» são precisamente os que, ao longo de anos, votaram PS, PSD e CDS, e que se sentiram enganados. De certa forma, considerou o Secretário-geral do PCP, aquele que vota na CDU é um «privilegiado», pois sabe que o seu voto não será traído.

Num tempo tão dramático como aquele que o povo português atravessa, Jerónimo de Sousa reafirmou a CDU como a força da esperança, ao lutar todos os dias contra as troikas e a sua política, ao defender os serviços públicos e os direitos sociais, ao corporizar uma alternativa de progresso e justiça social para o País. Antes do dirigente comunista, intervieram no comício – que contou com a actuação do músico Sebastião Antunes – o primeiro candidato da lista da CDU à Assembleia Municipal, Armindo Fernandes, o dirigente da Associação Intervenção Democrática, Corregedor da Fonseca, e a mandatária da lista, Madalena Garcia. 




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