Comunistas de Almada recordam Maria Carvalho

«Maria da Silva Carvalho – uma mulher comunista» é o título da exposição que está patente no Centro de Trabalho concelhio de Almada desde o passado dia 11, data em que a homenageada faria 93 anos: em cinco painéis recorda-se aspectos centrais da vida de Maria Carvalho e destaca-se a sua dedicação, firmeza e sensibilidade humana.

A exposição traça o percurso de Maria Carvalho recorrendo fundamentalmente às suas próprias palavras, em diversas entrevistas que foi dando ao longo dos anos a historiadores e jornalistas. A entrada para o MUD Juvenil, a passagem à clandestinidade, a defesa das casas clandestinas, a separação dos filhos, a dedicação sem limites, a revolução, as lutas pelos direitos das mulheres e pela paz, o movimento cultural, tudo isso sobressai do conteúdo dos painéis.

O facto de Maria Carvalho, falecida em 2016, ter desempenhado tarefas durante décadas em Almada fez com que a iniciativa fosse particularmente emotiva, pois ali estiveram dezenas de camaradas que com ela partilharam tarefas, combates, momentos de convívio e que o testemunharam através de um vídeo exibido no início da homenagem ou presencialmente, em diversas intervenções. A militante dedicada, a contadora de histórias, a frequentadora de teatro, a referência para gerações de jovens comunistas – todas estas vertentes de Maria Carvalho foram explicitadas nos vários depoimentos.

A encerrar a sessão interveio Antónia Lopes, do Comité Central, que, enquanto militante e dirigente do Partido no concelho de Almada durante muitos anos, foi ela própria testemunha privilegiada da abnegação e simplicidade de Maria Carvalho.




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