Que linda é a Festa do Avante!
A Festa é um espaço de liberdade e alegria, janela aberta ao futuro
Esta semana tem lugar a acção de afirmação da Festa do Avante!, com dezenas de acções de divulgação por todo o País.
Faz, em 2026, 50 anos que a Festa do Avante! se realizou pela primeira vez, em 1976, na FIL e, a partir daí, iniciou um percurso, não isento de dificuldades, em que, com ousadia e alguma controvérsia, arriscou e conquistou o ar livre no Jamor, que viria a consolidar no Alto da Ajuda. Percurso de 50 anos, que incluiu uma curta passagem por Loures (Infantado) e, finalmente, ganhou um espaço próprio na Atalaia, esse “chão nosso”, que permitiu planificação e investimentos, sempre com novidades e com novas soluções para elevar o conforto e para receber melhor os seus visitantes. Espaço próprio que, em 2016, se alargou à Quinta do Cabo para uma Festa ainda maior e melhor.
Faz 50 anos, a Festa dos trabalhadores e do povo, que nasceu para a juventude e que a juventude fez e faz sua, sempre com renovados motivos de participação, dinâmico espaço de alegria e de convívio.
Assim, o melhor tributo que podemos prestar aos três melhores dias do ano é não cingir a divulgação da Festa a esta semana de afirmação. É fazermos de cada momento, de cada contacto, de cada conversa, de cada um de nós, um difusor da Festa e da EP como Título de Solidariedade com a Festa e com quem a constrói.
É assumir esse desafiante objectivo de tentar explicar por palavras o que é a Festa do Avante!. Explicar a quem nunca veio a magia da Carvalhesa e a fraternidade daqueles dias de sol naquele espaço encantador e carregado de futuro. Relembrar a quem já não vem há algum tempo que é preciso vir matar saudades. Desafiar todos e cada um que não se pode faltar à 50.ª edição da Festa do Avante!.
E razões não faltam para vir à Festa e ali viver o programa mais completo de Portugal – música, teatro, cinema, literatura, exposições, desporto, ciência, artes plásticas, debates com local e horas definidos, a que se somam as conversas à mesa, com amigos e desconhecidos, acompanhados pelo melhor que a gastronomia portuguesa e do mundo tem para oferecer. A Festa onde estão patentes todas a identidades regionais do País, mas cuja principal característica é ser de todos e onde todos se sentem bem.
Festa que se renova, ano após ano, e que se transformou cada vez mais na festa das famílias, com espaços de lazer, sombra, descanso e comodidade, mas também de muita animação e de um vasto programa dedicado aos mais pequenos.
A Festa dos que vêm pelo convívio ou pela música. Dos que vêm para comer e beber ou desfrutar de três dias de liberdade. A Festa dos que vêm para correr ou dançar, e onde, simplesmente, é possível dormir a sesta estendidos na relva ou à sombra de uma árvore. Dos que vêm para aproveitar a tranquilidade e a vista sobre Lisboa e o Tejo e dos que preferem “acelerar” para não perder nada. Dos que vêm para debater e afirmar ideias. A festa dos que vêm porque a conhecem ou dos que vêm porque querem satisfazer a sua curiosidade. A festa de todos os que nela queiram participar.
É a Festa dos valores de Abril, onde estão os militantes do Partido, que a organiza e constrói, os que simpatizam mas não têm filiação partidária, os que nunca pensaram nisso ou até aqueles que se encontram distantes mas reconhecem os seus valores, a sua alegria, o seu valor único na promoção da arte e da cultura.
Esta é a Festa profundamente enraizada nos trabalhadores e no povo português, que recebe de braços abertos e sem discriminação, visitantes de todas as geografias.
Festa que os comunistas e o seu Partido organizam e constroem, com uma valiosa participação da juventude e da JCP e também de muitos amigos do Partido e da Festa.
Festa do Avante! que é esta realidade multifacetada, aberta à vida e ao mundo, capaz de receber muitos outros para lá do Partido, não porque os comunistas e a afirmação do que são e pensam se apague ou dilua naquele imenso espaço de liberdade, cultura e alegria, mas, antes pelo contrário, porque esta é uma dimensão indissociável do seu projecto, da sua concepção e forma de estar na vida.
Esta é a Festa que atravessou tempos de conquistas e vitórias, mas que enfrentou e enfrenta também, com confiança, momentos difíceis no País e no mundo. Esta é a Festa que, num tempo em que se procuram difundir valores retrógrados e reaccionários, se reafirma como espaço de liberdade e alegria e, sobretudo, janela aberta ao futuro.




