Memória selectiva
Alfredo Maia considerou, no dia 16, que não é de desvalorizar a genuína preocupação com o risco de desaparecimento real do património digital. O comentário foi proferido em relação a propostas de diversas bancadas que prevêem a preservação da memória digital, nomeadamente perante o anúncio do encerramento da Sapo Blogs em Junho. «O que de resto coloca a questão de como garantir igual cuidado se um dia o mesmo problema for colocado quanto à sobrevivência de idênticas criações alojadas noutras plataformas, como o Blogger ou o Wordpress», assinalou. O deputado avaliou, no entanto, como «paradoxal» o facto de a IL, tão ciosa da «libertação da economia do jugo do Estado», vir propor que seja esse Estado a intervir para preservar o património digital da Sapo. É igualmente incoerente, asseverou, que a mesma IL venha demonstrar, agora, preocupação com a memória, quando foi uma das bancadas que votou contra, no último processo orçamental, uma proposta do PCP para salvaguardar e digitalizar as bibliotecas e arquivos das colectividades. O parlamentar referiu-se, ainda, aos «aplausos neoliberais» à privatização da então empresa pública PT, que desenvolveu a Sapo, e que hoje está nas mãos da Altice. «É preciso recordar», sublinhou.




