Pacote já foi rejeitado

No debate quinzenal de dia 15, Paulo Raimundo inquiriu o primeiro-ministro acerca dos direitos dos trabalhadores e do ataque representado pelo pacote laboral, «rejeitado na greve geral e em todas as acções de luta» (ver págs. centrais). O Secretário-Geral aludiu a alguns dos aspectos mais gravosos da proposta, um dos quais a suposta igualdade entre trabalhador e patrão. «O senhor primeiro-ministro acredita mesmo nisso, que o trabalhador e o empregador estão ao mesmo nível? Estão nas mesmas condições para negociar de forma individual?», questionou, adiantando que a resposta é que não estão. «A força dos trabalhadores está na unidade e no seu número», assinalou. Paulo Raimundo esboçou uma caracterização do actual mundo do trabalho, dando alguns exemplos da falta de condições que assola a generalidade dos trabalhadores. O dirigente comunista lembrou que, «já hoje», sete em cada 10 novos contratos são precários, 56 por cento dos jovens são contratados em regime de precariedade e que os trabalhadores precários recebem menos 20 por cento que os colegas. Além disso, mencionou, 1,9 milhões de trabalhadores têm horários desregulados ou trabalham à noite, ao serão ou ao fim-de-semana. O que o Governo pretende, asseverou, «é generalizar esta realidade».

 



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