Venezuela livre e soberana
O Parlamento debateu, no dia 16, projectos de resolução sobre a situação na Venezuela e o papel que nela caberia às autoridades portuguesas. Da generalidade das iniciativas sobressaíram expressões de ingerência e desrespeito pela soberania dos Estados, à revelia da Constituição. Na sua intervenção, Paula Santos, referiu-se desde logo à agressão externa a que a Venezuela é sujeita há décadas, com a imposição de mais de um milhar de medidas coercivas unilaterais – ilegais à luz do direito internacional – que atingiram a capacidade produtiva do país, o acesso ao financiamento externo e as condições de vida do povo. Denunciou o terrorismo, as tentativas de golpe, o roubo de activos e, mais recentemente, a pirataria e o sequestro. «A Venezuela é um país soberano e tem de ser tratado como tal», defendeu, garantindo aos demais partidos que não contam com o PCP para «branquear e dar cobertura a uma operação de ingerência e agressão contra a Venezuela», com todas as implicações que tem sobre o povo do país e a comunidade portuguesa que ali reside. Dos projectos em debate só o do BE foi rejeitado. O PCP, que não apresentou propostas próprias, votou contra a maioria das iniciativas, absteve-se na do BE e votou favoravelmente a do Livre.




